Artigos

Reginaldo Nasser | A Terra é Redonda, 30 mai 2021

O processo de invasão unilateral e assimétrica, que provoca resistência por parte dos povos nativos ameaçados de aniquilação ou deslocamento, dificilmente pode ser chamado de “conflito”

A irrupção de protestos populares em Jerusalem Oriental e Cisjordania, o confronto entre as comunidades judaicas e palestinas no território de Israel, os lançamentos de foguetes do Hamas e os intensos bombardeios por parte das forças armadas de Israel voltaram a jogar luz na denominada Questão Palestina;

Mas, como podemos denominar esses acontecimentos? Já se tornou habitual na mídia e mesmo em muito circuitos acadêmicos qualificar esses eventos como: Conflito, confronto ou mesmo guerra entre Israel e Palestina. Nesse sentido, quando ocorre um cessar-fogo, envolvendo o governo de Israel e o Hamas, os ´´humanistas´´ respiram aliviados, pois a ´Paz´´´ foi restabelecida. É comum também as pessoas fazerem referência aos ´´dois lados´.

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Masha Gessen | The New Yorker, 9 dez 2023

Berlim nunca para de lembrar o que aconteceu lá. Vários museus examinam o totalitarismo e o Holocausto; o Memorial aos Judeus Assassinados da Europa ocupa um quarteirão inteiro. De certa forma, porém, essas estruturas maiores são as menores. Os memoriais que se esgueiram em você – o monumento a livros queimados, que é literalmente subterrâneo, e os milhares de Stolpersteine, ou “pedras de tropeço”, foram construídos nas calçadas para comemorar judeus individuais, Sinti, Roma, homossexuais, pessoas mentalmente doentes e outros assassinados pelos nazistas – refletem a penetração dos males cometidos um pouco neste lugar.

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Reginaldo Nasser | A Terra é Redonda, 14 out 2023

Triste constatar que este terrível ciclo de violência não terminará até que seja constituído um Estado palestino soberano e autônomo

O atual conflito na Faixa de Gaza é praticamente uma reedição de conflitos anteriores, a não ser pela forma como foram realizados os ataques do Hamas. Por meios aéreos, marítimos e terrestres articulados com o lançamento de foguetes, os combatentes do Hamas causaram surpresa pela ousadia e intensidade das ações em território ocupado por Israel e provocaram centenas de mortes de civis e militares israelenses.

Assim como nos outros episódios de violência na região, o debate pautado pela mídia foi em torno do Hamas e com isso a questão da ocupação, opressão e humilhação que o povo palestino, em geral, e os habitantes de Gaza, em particular, vivem há 75 anos sob regime de apartheid foi esquecido.

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