
A Rede Universitária Brasileira
Professoras e professores de universidades brasileiras – associando-se às iniciativas que, em todo o mundo, denunciam a tragédia humanitária na Faixa de Gaza e na Cisjordânia – decidem criar uma “Rede Universitária de Solidariedade ao Povo Palestino”.
Diante do regime de apartheid e da atual política de terror praticada pelo Estado de Israel, justificada de forma incondicional e avassaladora pela mídia empresarial brasileira e mundial, entendemos que a comunidade acadêmica brasileira é desafiada a se posicionar publicamente em defesa da justiça e do rigor histórico.
Atividades de Apoio e da Rede

Não se pode afirmar que se é contra a morte de crianças repetindo a fórmula de que “a culpa é do Hamas” e de que tudo começou em 7 de outubro!
Docentes da USP podem apoiar a NOTA pelo link:

Mundo ao campo de extermínio
No dia 05/08/2025, às 18h, ocorrerá a uma palestra com Ilan Pappe, importante escritor e historiador da Palestina, com tradução simultânea e mediação de Arlene Clemesha e Lissa Marchesini. Local: Casa de Cultura Japonesa – Cidades Universitária, São Paulo/SP.

NOTA DE SOLIDARIEDADE E REPÚDIO
A Rede Universitária de solidariedade ao povo palestino manifesta irrestrita solidariedade a WELLINGTON ZORZETTI, professor do ensino médio, que foi demitido do Lourenço Castanho e do Bandeirantes, colégios da classe média alta paulistana.
BDS
Movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções liderado por palestinos para a liberdade, justiça e igualdade. O BDS defende o princípio simples de que os palestinos têm direito aos mesmos direitos que o resto da humanidade.
Campanha de boicote acadêmico – PACBI
As universidades israelitas são cúmplices importantes, voluntárias e persistentes do regime de ocupação, colonialismo e apartheid de Israel.
Para pôr fim a esta cumplicidade nas violações do direito internacional por parte de Israel, a sociedade civil palestina apelou a um boicote acadêmico às instituições acadêmicas israelitas cúmplices. Recusando-se a normalizar a opressão, muitas associações acadêmicas, governos e sindicatos de estudantes, bem como milhares de acadêmicos internacionais, apoiam agora o boicote acadêmico a Israel.

Universidades brasileiras: ruptura de acordos institucionais com Israel
Como se dá o boicote?
O BDS visa não apenas chamar as pessoas em diversos países do mundo a boicotar o consumo de produtos de empresas israelenses, mas também e sobretudo exigir que governos, instituições e empresas de países do mundo inteiro rompam relações/contratos/acordos com empresas, instituições e governo israelenses.
Manifesto BDS de Solidariedade ao Povo Palestino e suspensão imediata de todas as relações acadêmicas com o Estado Sionista de Israel
Relatório submetido à ONU: Sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967: Genocídio como apagamento colonial, por Francesca Albanese.
Confira as últimas notícias
Faculdade da USP rompe relações com universidade israelense

A FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas) da USP decidiu romper seu convênio com a Universidade de Haifa, em Israel, em repúdio à política do país governado por Binyamin Netanyahu sobre a Palestina.
Por maioria, a decisão foi aprovada em congregação da unidade realizada nesta quinta-feira (23). Trata-se da primeira faculdade da USP a tomar uma medida do tipo.
Como resultado da mobilização de entidades representativas da Unicamp, o CONSU aprovou o rompimento de convênio com uma universidade sionista

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) anunciou, nesta terça-feira (30), o rompimento do acordo de cooperação com o Instituto Tecnológico Technion, de Israel, em protesto ao genocídio na Faixa de Gaza. O convênio entre Unicamp e Technion tinha como objetivo fomentar a cooperação acadêmica.
Consu/Unifesp divulga moção pelo fim do genocídio em Gaza

O Conselho Universitário da Universidade Federal de São Paulo (Consu/Unifesp) divulgou uma moção em apoio ao fim do Genocídio em Gaza e pela suspensão das relações comerciais, acadêmico-científicas e militares do Brasil com Israel, alinhando-se a diversos países e organismos internacionais.
Mapas importantes
Início do mandato britânico

Em abril de 1920, o Conselho Supremo da Sociedade das Nações, numa decisão tomada na Conferência de San Remo, atribuiu à Grã-Bretanha o controle de uma faixa territorial ininterrupta que se estendia desde o Golfo Pérsico até ao Mediterrâneo.
O acordo de Sykes-Picot

A Primeira Guerra Mundial acabou por opor os russos, os britânicos e os franceses a uma aliança dos exércitos austro-húngaro, alemão e otomano, numa luta que durou quatro anos e resultou em perdas chocantes para todos os lados.
Plano de Partilha da ONU em 1947 e mais

No início de 1947, a Grã-Bretanha anunciou a sua submissão do problema da Palestina à ONU; o seu representante disse à AGNU, em maio, que “há anos que tentamos resolver o problema… levamo-lo agora às Nações Unidas, na esperança de que possa ser bem sucedido onde nós não fomos”.
Os movimentos de 1948 a 1951

Em 1949, 90% de todos os palestinos que residiam na área que se tornou Israel tinham sido retirados das suas casas. Cerca de 750.000 palestinos foram desalojados e tornados refugiados – a maioria foi forçada a fugir para áreas sob controle jordano ou egípcio, para a Síria ou o Líbano.
A Diáspora Palestina em 1958

Dez anos após o despovoamento da Palestina, mais de um milhão de refugiados palestinos estavam registrados na UNRWA. Destes, 387. 665 residiam nos 58 campos então geridos pela Agência, enquanto os restantes dependiam da ajuda da UNRWA.
Israel e a guerra de 1967

A Guerra dos Seis Dias de junho de 1967 produziu o que foi descrito como “um terremoto territorial” no Oriente Médio, com o Estado judeu de cerca de 20.000 km2 assumindo o controle de uma área de 90.000 km2 aparentemente da noite para o dia.
O Acordo de Oslo I

Com o reconhecimento de Israel e a aceitação da Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas pela OLP na 19ª Conferência Nacional de Argel (12-15 de novembro de 1988), a OLP renunciou à reivindicação de 78% da Palestina histórica (Israel pré-1967).
O Acordo de Oslo II

Na sequência de Oslo I, as negociações palestino-israelitas sobre o alargamento dos poderes da AP e da sua presença na Cisjordânia prosseguiram tanto a nível oficial como a nível secreto.
Por uma Palestina Livre, Independente e Soberana



